Do sumiço à ameaça com arma: veja a cronologia da morte do cachorro influencer Poze na Argentina

  • 28/07/2026
(Foto: Reprodução)
Poze, conhecido como um dos 'frentiscães' de Campinas, foi encontrado morto na Argentina Reprodução/Instagram O cachorro Poze, famoso nas redes sociais por "trabalhar" como frentista em Campinas (SP), morreu em julho durante uma viagem de trailer da família pela Patagônia, na Argentina. Inicialmente dado como desaparecido, o animal foi, na verdade, morto por cadelas de um camping vizinho. O tutor acusa o dono desses animais de esconder o corpo de Poze, fingir ajuda nas buscas e ameaçar a família com uma arma de fogo. Os tutores registraram um boletim de ocorrência na polícia argentina e afirmam que vão buscar a responsabilização do suspeito na Justiça. O relato foi publicado pela família nas redes sociais na noite de segunda-feira (27), após o retorno ao Brasil. "O que mais dói não é só a perda. É saber que tiraram da gente o direito de tentar salvar ele, de viver o nosso luto enterrando o nosso cachorro", desabafou o tutor Giovanni Fernandes. Veja, abaixo, a cronologia do caso. 12 de julho: Poze desaparece Primeiras buscas Dias seguintes: mobilização 17 de julho: reviravolta Confissão e ameaça 19 e 20 de julho: despedida e retorno 27 de julho: tutor revela versão completa Frentiscão de Campinas desaparece durante viagem com a família pela Patagônia 12 de julho: Poze desaparece Na noite de 12 de julho, o casal soltou os animais em uma área cercada do camping onde estava hospedado, na cidade de El Bolsón. Como eram os únicos clientes no local, eles receberam autorização para deixar os cães livres. "Quando a gente chamou eles para voltar para o trailer, o Poze não voltou. Então a gente começou a gritar pelo nome dele ali dentro do camping, porque era um camping muito grande, que tinha um bosque", relatou Giovanni. Pouco depois, duas moradoras de um hostel em frente relataram ter ouvido latidos e uma briga de cachorros em um terreno vizinho. Primeiras buscas Giovanni conta que foi imediatamente ao terreno vizinho e encontrou o responsável pelo local saindo de carro. "Antes que ele pudesse sair, nós o paramos e perguntamos: 'Você viu o nosso cachorro? Ele pode ter vindo aqui'. O mesmo disse que não sabia de nada e rapidamente entrou no carro e saiu", disse. O cachorro usava uma coleira com rastreador. A família percorreu a região de carro para tentar localizar o sinal do equipamento, mas não teve sucesso. 'Frentiscão' de Campinas desaparece durante viagem à Patagônia; família cola cartazes e mobiliza buscas Reprodução/Redes Sociais Dias seguintes: mobilização Sem repostas, os tutores iniciaram uma mobilização. Eles espalharam cartazes, deram entrevistas para a imprensa local, divulgaram o caso nas redes sociais e organizaram uma força-tarefa com voluntários. A procura esbarrou na geografia da região, que tem matas fechadas e rios. Além disso, o rastreador de Poze não funcionava corretamente porque dependia de sinal de internet e de celulares próximos. Durante as buscas, moradores relataram que o vizinho mantinha cães agressivos soltos à noite. Segundo a vizinhança, outros ataques a animais já haviam acontecido ali. "Parecia que todo mundo sabia do que estava acontecendo, só que a gente não conseguia encontrar ele", afirmou Giovanni. 17 de julho: reviravolta No dia 17 de julho, véspera da busca voluntária, a noiva de Giovanni voltou ao camping vizinho e fez um novo apelo ao dono do local. Ela explicou que a família só queria entender o que havia acontecido para poder voltar ao Brasil. O homem, mais uma vez, negou qualquer envolvimento. Pouco depois, no entanto, o suspeito confessou a uma funcionária de uma loja de bebidas que suas cadelas haviam matado Poze. Ele também disse que o corpo "jamais seria encontrado". A trabalhadora procurou os brasileiros e revelou a história. "Foi aí que muita coisa que estava estranha nessa história desde o começo começou a fazer sentido", destacou Giovanni. 'Frentiscão' de Campinas desaparece durante viagem à Patagônia; família cola cartazes e mobiliza buscas Reprodução/Redes Sociais Confissão e ameaça A família foi até a polícia argentina acompanhada da testemunha. Os agentes concordaram em ir ao terreno vizinho para interrogar o suspeito. Na frente dos policiais, o homem admitiu que suas cadelas atacaram Poze. Contudo, ele se recusou a revelar onde escondeu o corpo. "Naquela hora, eu olhei para o policial que estava do meu lado e ele disse que não importava que as cachorras dele tivessem feito aquilo. Não importava que ele mentiu para a gente esse tempo todo e atrapalhou a nossa busca. Sem um histórico de denúncias de que os cachorros dele já tinham feito isso antes, nada poderia ser feito", disse o tutor. Além de mentir e esconder o corpo, Giovanni afirma que o vizinho tentou intimidá-los. "Essa mesma pessoa nos ameaçou com uma arma quando nós começamos a descobrir as coisas que sabemos agora e temos como provar". 19 e 20 de julho: despedida e retorno No domingo (19), a família publicou uma mensagem de despedida para Poze nas redes sociais. No dia seguinte, o casal iniciou a viagem de 3,3 mil quilômetros de volta ao Brasil. Eles avisaram aos seguidores que só detalhariam o caso após consultar uma advogada especializada em maus-tratos. 'Frentiscães' Poze e Matuê em posto de combustíveis de Campinas Reprodução/Instagram 27 de julho: tutor revela versão completa Já no Brasil, Giovanni publicou um vídeo com a versão completa da história. O tutor reforçou que está em contato com a defesa e que vai adotar medidas judiciais contra o suspeito na Argentina. "Nós perdemos um membro da nossa família, um cachorro que era muito amado, e vamos carregar para sempre a dor de não poder ter protegido ele naquele momento. Mas não aceitaremos carregar a culpa que pertence a quem viu o que aconteceu e escolheu transformar a nossa semana em uma semana de mentiras e sofrimento", lamentou. A identidade do vizinho argentino não foi divulgada pela família. Por isso, o g1 não conseguiu localizá-lo para comentar as acusações. Quem era Poze? Poze era um cão sem raça definida. Ele apareceu filhote em um posto de combustíveis da família de Giovanni, em Campinas. Após ser adotado, o animal passou a "dar expediente" no local usando uniforme de frentista, ao lado dos cães Matuê, Nagalli e Flávia. A popularidade do quarteto rendeu um perfil nas redes sociais que hoje tem mais de 1,1 milhão de seguidores. Vira-latas são adotados em posto de gasolina e ajudam na adoção de outros cães em Campinas Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/07/28/do-sumico-a-ameaca-com-arma-veja-a-cronologia-da-morte-do-cachorro-influencer-poze-na-argentina.ghtml


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